sábado, 25 de setembro de 2010

TORTA DEL CASAR D.O.P

Ja escrevi sobre este delicioso queijo num post anterior. Comprei semana passada uma torta del casar na Vila Viniteca de Barcelona e na verdade estava impressionante e merecia um post novo. Tem coisa melhor?
O queijo do video nao foi esquentado no forno nem microondas, simplesmente deixei o queijo 3 dias fora da geladeira, num lugar não muito quente da cozinha. Ficou assim e estava deliciosa, praticamente liquida.

Bom apetite.

sábado, 4 de setembro de 2010

TIPOS DIFERENTES DE QUEIJOS MINAS

Queijo minas artesanal, queijo minas frescal e queijo minas padrão, são as denominações que recebem estes diferentes queijos e que adotaram o nome da tradicional região produtora de leite e derivados. Mas para não se confundir na hora de compara o queijo desejado temos que entender-las. O conceito mais básico das três denominações é;

Queijo Minas Frescal, queijo fresco, de pouca maturação.

Queijo minas padrão, queijo elaborado seguindo receita tradicional do queijo de minas, porem, de outras procedências, de produção industrial e/ou leite pasteurizado. Normalmente este se apresenta como meia-cura.

Queijo Minas Artesanal, o original, produzido artesanalmente em fazendas mineiras e elaborado com leite cru, não é permitido o comercio fora do Estado de Minas Gerais.

• Queijo Minas Frescal. Este queijo é o mais encontrado nos mercados de todo o Brasil. Como diz o nome, é um queijo fresco, ou seja, de poucos dias de maturação. O queijo Minas frescal é um queijo de coagulação enzimática e o tipo de coalho usado é o de origem animal exceto em alguns casos que devem ser especificados na embalagem. A sua origem é indefinida já que cada país produz o seu queijo tipo “frescal”. A procedência deste queijo no Brasil é indefinida também, podendo ser elaborado em qualquer parte do país já que no caso deste queijo não se busca identificar uma região a um produto, apesar de ser um produto típico o queijo frescal é simplesmente um produto. No Brasil deve ser elaborado com leite pasteurizado (o que não quer dizer que seja mais saudável) e normalmente de vaca, é apto para fazer dieta e fiel amigo dos cafés da manhã, o queijo minas frescal é um queijo de elaboração econômica já que não necessita muitos litros para fazer um queijo e possui uma umidade muito alta e pode ser elaborado com sal, pouco sal e sem sal, este último pode ser acompanhado com mel ou geléia de frutas de sobremesa ou com a típica goiabada, fazendo o perfeito Romeu e Julieta.

• Queijo Minas “Padrão”, este queijo é produzido à cópia do queijo minas original, a diferença é que se pode produzir industrialmente (em grande escala) e deve ser elaborado com leite pasteurizado, além de poder ser elaborado em qualquer parte do país. O nome deste produto é fruto do aproveitamento comercial de uma marca existente e sem proteção, aproveitando assim a fama nacional do queijo minas artesanal para promover e aumentar as vendas do industrial.

• Queijo Minas Artesanal, elaborado artesanalmente nas fazendas de Minas Gerais. Araxá, Serra da Canastra, Serra do Salitre (também conhecida como Alto Paranaíba ou Cerrado), Serro, Sul de Minas e Campo das Vertentes são as seis micro regiões demarcadas produtoras de queijo minas artesanal e, portanto um queijo que vem diretamente relacionado a uma determinada região, produzido seguindo padrões históricos de elaboração, deve ser feito com leite cru e o leite deve ser obtido na própria fazenda produtora de queijo. A produção é artesanal e as quantidades podem variar de 6 a 50 peças diárias e normalmente elaboradas sem o auxilio de maquinas. A maturação mínima deve ser de 15 a 20 dias, porem é normal encontrar queijos de menos de 7 dias. O queijo Minas Artesanal tem uma historia de mais de 300 anos e provavelmente foi o primeiro queijo elaborado no Brasil. Produto estrela do Brasil colonial e consumido em grandes quantidades na cidade imperial do Rio de Janeiro. No dia 15/05/2008 o IPHAN órgão vinculado ao Ministério da Cultura reconheceu o queijo minas artesanal como patrimônio histórico imaterial do Brasil esta medida protege, registra e reconhece a produção tradicional deste queijo, mas nem tudo são glorias, apesar de ser um patrimônio nacional, este queijo não pode (por lei) sair do Estado de Minas Gerais e isso desvaloriza o produto no mercado e dificulta a melhora da qualidade de vida do produtor e do produto, além de favorecer as produções e venda de produtos irregulares e sem fiscalização.
Infelizmente, muitas vezes os produtores se vêem obrigados a vender o seu sustento, o queijo por um preço inferior ao custo de produção. O queijo Minas Artesanal é produzido em diferentes tamanhos. O mais comum é o de 1kg, também o Canastrinha ou também chamado merendeiro de 0,5kg, canastra real de 6kg e também podem se encontrar peças com diferentes formatos e tamanhos.
É importante saber que este queijo elaborado artesanalmente é o autentico queijo minas. Além disso, é um queijo saudável, rico em nutrientes essenciais para o nosso organismo. Comprando este queijo estamos comprando um pouco da nossa historia e fortalecendo uma cultura que pede mais reconhecimento e proteção.

E não se esqueça, antes de comprar este queijo verifique se é um queijo regularizado pelo IMA, só o queijo que foi inspecionado pelo IMA pode ser completamente seguro.

Bom apetite

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

QUEIJO MINAS ARTESANAL


No mês de Junho tive o prazer de viajar a Minas Gerais, foram vinte dias de intensas buscas e aprendizagem. Surpreendeu-me gratamente esta visita em diversos aspectos. A hospitalidade mineira foi uma de estas gratas surpresas, que onde eu passava era bem acolhido por todos, rodeado de uma natureza exuberante com animais silvestres, plantas e rios, cada fazenda que visitava me serviam uma taça de café e abriam um queijo novo para conversar e relaxar um pouco. A Serra da Canastra é um dos lugares mais bonitos que vi. Imponente, exuberante, verde, com o Lobo-Guará, Tucanos, Tamanduá-Bandeira, seriemas e muitos outros animais que completam este lugar com cachoeiras e a nascente do rio São Francisco, quem nunca foi deve ir e conhecer as maravilhas da serra da canastra. Outra surpresa foi a péssima infra-estrutura das estradas em Minas Gerais, mas infelizmente esta não é uma boa surpresa e atrasou muito as minhas viagens dentro de Minas Gerais, pareceu que Minas Gerais fosse um Estado pobre e sem recursos financeiros, com certeza, isso atrapalha a logística de qualquer produto que saia de estas terras, imagino em que condições deva viajar o café e a cana de açúcar, uma viagem do cerrado mineiro ao porto de santos deve demorar pelo menos um dia e isso é muito tempo. A infra-estrutura viária Minas Gerais têm que melhorar muito se pretende acompanhar o crescimento econômico da região.



Mas a grande e boa surpresa que tive chegou rápido, quando visitei a primeira fazenda produtora de queijo minas artesanal, nunca antes havia visitado umas instalações queijeiras no Brasil, na Europa tive o prazer de visitar muitas, porem no Brasil estas eram as primeiras e para a minha surpresa e muito grata surpresa, eram mais limpas e organizadas que as européias. A primeira fazenda visitada foi a fazenda do Seu Zé Mario em São Roque de Minas. Esta fazenda conta com 20 hectares e produz 10 queijos ao dia. Isso é artesanal, pensei. De acordo com as normas do IMA-MG as queijarias devem ter o quarto de elaboração do queijo, afastado do estábulo e da sala de ordenha, mantendo assim as moscas bem afastadas. O senhor Zé Mario, como muitos outros, construiu um quarto para fazer queijo nova e sinceramente, esta impecável, não me estranharia que viessem europeus a sua fazenda para estudar como se faz. Outra coisa importante que vi (ou não vi) é a ausência de maquinas, o queijo minas artesanal é feito totalmente manual, de todas as fazendas que vi somente uma tinha uma pequena maquina para quebrar a coalhada. ISSO SIM É ARTESANAL. Na fazenda do Seu Zé Mario existe uma integração com a natureza que raramente se encontra aqui se produz tudo o que se consome o único que não se pode produzir e que tem que ir até o mercado a comprar é o sal, de resto a fazenda produz tudo. Como resultado disso tudo é um queijo minas artesanal de meia cura perfeito, sem rachaduras, nem maus cheiros. Olhaduras regulares, bem prensado e equilibrado em sal. Um queijo minas artesanal campeão.





Saindo de São Roque de Minas o meu seguinte destino foi a cidade de Medeiros. Em Medeiros visitei o produtor local e proprietário da chácara Esperança, Luciano. Aqui na Chácara Esperança há uma evolução do queijo Minas em andamento, ao contrario da maioria dos produtores rurais de queijos minas artesanal, Luciano não vem de família produtora de queijo e é a primeira geração de produtores de queijo. Por não pertencer a nenhuma família produtora não esta vinculado a produção tradicional e o permite estar mais aberto que os demais produtores a fazer um queijo diferente. Luciano teve a oportunidade de ir a Itália e França e recebeu na sua chácara esperança a visitantes produtores de queijo da França e da Itália, este intercambio de informação o fez mais experimentado e deu novas idéias para a produção do seu queijo. A pele do queijo minas recebe um tratamento durante a maturação, é raspado até ficar com a pele lisa e polida, dando um aspecto mais “comercial”. Na Chácara Esperança este tratamento não é feito e isso confere ao queijo um aspecto mais rústico e incrementa no aroma um matiz com lembrança a fungos, mais úmida que os demais queijos minas. Luciano também faz o queijo canastra real e uma nova versão deste queijo batizado por ele de Canastra “baby” que pesa 3kg. O intercambio cultural vivido por Luciano e a sua família foi fundamental para dar este passo de gigante que é a evolução e sinceramente alguém tinha que fazer isso. Obviamente, sem esquecer-se dos que mantém a cultura original como o Seu Zé Mario e muitos outros.


Depois de Medeiros fui para Araxá, terra da famosa personagem nacional Dona Beja, aqui fui recebido como se estivesse em casa e cheguei com apenas um contato, do senhor Alexandre Honorato, e acabei conhecendo a produtores, fiscais, vendedores e acabei sendo convidado a participar do grupo de jurados do concurso do queijo minas artesanal da micro região de Araxá. Foi uma honra e um prazer ter participado deste concurso.


A minha primeira visita foi na fazenda Só Nata do Alexandre Honorato. Este é o maior produtor que visitei e se não me equivoco produzem aqui 30 queijos por dia. Também aqui na fazenda Só Nata foi onde vi por primeira vez uma maquina dentro da sala de fazer queijo, esta maquina consistia em quebrar (ou cortar) a coalhada antes de dessorar-la e moldar o queijo, era uma maquina muito simples e adaptada a sua produção, muito pequena e que com certeza não muda, nem interfere no gosto e textura, sem deixar de ser artesanal. No ano de 2009 o queijo aqui produzido ganhou o concurso Estadual de queijo minas artesanal e possui outros inúmeros prêmios, além de possuir prêmios relacionados à produção de queijo o Sr. Alexandre Honorato também tem prêmios de genética animal. O queijo de Araxá é um pouco mais fresco (menos maturado), tem menos olhaduras (buracos), menos salgado e mais suave que o queijo da Canastra.
Mas em Araxá também visitei o Sitio do Pica Pau, do Sr. Juliano Oliveira. Aqui a produção é bastante menor que na fazenda Só Nata, porem também de excelente qualidade, alias, o queijo meia cura do sitio do pica pau ganhou o primeiro premio do concurso do queijo minas artesanal de Araxá 2010. Aqui a produção é totalmente artesanal, produzida a mão sem a presença de maquinas, um quarto de fazer queijo novo e limpo. Aqui como em quase todas as fazendas o soro eliminado da produção de queijo serve para alimentar aos porcos, pássaros, cachorros, gatos e animais da fazenda. Aqui se faz um queijo um pouco mais parecido aos da canastra, mesmo sendo em Araxá o pingo do sitio do pica pau da estas diferentes características ao seu queijo.


Tenho que destacar também o memorial de Araxá onde fui muito bem atendido pelo Thiago e que me mostrou as peças antigas, que um dia foram utilizadas para a produção de queijo, além de ser um lugar muito especial para entender um pouco melhor a historia da cidade e da zona, aqui em Araxá também esta a casa que viveu Dona Beja. Araxá é uma cidade fantástica. Em Belo Horizonte, relacionado ao mundo dos queijos, vale a pena a visita ao museu de artes e oficio, onde há uma fantástica estrutura montada de uma queijaria antiga da região do Serro, além de ser uma emocionante viagem na historia dos ofícios do Brasil antigo.


Por ultimo, estive na Serra do Salitre. Aqui existe um movimento importante para a melhora do produto e do comercio (correto) dele, realizam experimentos com embalagem, utilizando diferentes tipos de cera e materiais para o embalado, também desfrutam de uma linda região montanhosa que dá umas características únicas ao queijo produzido aqui. Tive somente uma tarde para conhecer esta região, porém fui muito bem acompanhado pelo Sr. João José de Melo, proprietário da fazenda Catulés e segundo produtor do Estado de Minas Gerais registrado no IMA com o programa de melhoria do queijo minas artesanal. Foi muito instrutiva a conversa com o Sr. João José, tive a oportunidade de ver uma região mais abandonada que as demais que havia conhecido, embora os seus produtores rurais e associação lute e trabalhe muito pela melhora do queijo minas artesanal, aqui falta a definição de um nome próprio que ainda esta indefinido, alguns chamam Serra do Salitre, outros Alto Paranaíba e os mais comerciais de Cerrado, porém isso desconstrói a integridade de um nome como a Serra do Salitre que conta com umas características organolépticas únicas. O nome Cerrado é muito amplio e é o segundo maior bioma do Brasil, atrás somente da floresta amazônica e abrange os Estados de Goiás e Tocantins além de Minas Gerais. O único ponto positivo de usar este nome seria o comercial, que neste caso, o queijo levaria consigo o nome internacionalmente consagrado do café do Cerrado, porém este nome não condiz com a realidade, pois os queijos produzidos não apresentam características iguais. O Alto Paranaíba é uma região menor que o Cerrado porem ainda grande demais, sendo um nome muito amplo para uma uniformidade organoléptica. O queijo aqui é muito especial também e mais ainda se partilhado com alguém especial e com vistas à montanha.



Nesta viagem tive a oportunidade de conhecer a Minas Gerais mais a fundo, vi coisas boas relacionadas à produção de queijo, mas também vi muitas coisas ruins que também devem ser comentadas. A dificuldade em conseguir que as queijarias se registrem no IMA é um problema para a qualidade do produto, em uma das visitas que fiz, decidi ir a uma queijaria não registrada e vi o que não queria. Ali e a simples vista era perceptível que a queijaria precisava urgente uma reforma, ou melhor, de uma queijaria nova. Mas o pior ainda estava por vir, dentro da sala de produção havia um gato passeando e comendo o soro que caía das mesas de trabalho, na verdade isso é habitual em queijarias sem o registro no IMA. Em quase todas as queijarias de Minas Gerais existe a tradição de gerações na produção de queijo, porem não todas ou poucas tem o conhecimento da higiene no trabalho e isso muda quando recebem os cursos de formação do IMA e EMATER e percebem que é necessária a higiene na hora de produzir o queijo, além de ensinar este conhecimento o regulamento do IMA obrigado, se necessário, aos produtores reformarem ou fazerem um novo quarto de elaborar e maturar queijo. Com estes dois conhecimentos e somando a tradição existente, os produtores registrados estão fazendo um excelente trabalho e produzindo um queijo extraordinário, um queijo tão peculiar que motiva a visita de especialistas italianos e franceses. Todas estas melhorias não seriam possíveis se não fosse o trabalho conjunto com o IMA de cada região e o EMATER-MG que através do programa de melhoria do queijo minas artesanal tem feito um trabalho de melhora do produto, promoção e divulgação muito bonito e efetivo.


Mas infelizmente, não é por ter a queijaria regularizada que o produtor de queijo terá melhor vida, o trabalho realizado por um melhor queijo não melhora a qualidade de vida do produtor. Em uma visita que fiz, depois de experimentar o seu queijo e tomar um bom cafezinho vi que estava dentro do quarto de maturação uma pessoa que carregava o seu queijo numa caixa e levava a um furgão despreparado para o transporte de um produto delicado como o queijo, este figura os locais chamam de “queijeiro” que é o atravessador, é a pessoa encarregada de distribuir o queijo a outras localidades. Normalmente os queijeiros apertam muito os preços de compra ao produtor local e em minha opinião é o maior problema do queijo minas artesanal. Se são realmente profissionais deveriam estar registrados também no IMA como vendedores e deveriam também melhorar as condições de transporte do queijo, já que ter muito cuidado com a produção e não se preocupar com o transporte e armazenamento pode estragar o queijo. Mas o que eu queria dizer era que os queijeiros têm um papel fundamental nas fazendas produtoras, são eles que compram a maioria dos queijos produzidos e sem eles não existiria queijo minas artesanal nos mercados e isso da ao queijeiro muito poder psicológico e o produtor fica na mão dele, abaratando tanto os preços que o produtor tem que pagar para produzir. O produtor de esta fazenda me disse que vendia o queijo ao queijeiro a 6 reais, vamos fazer um calculo simples. Para cada queijo de um quilo é necessário em media 10 litros, o preço do leite naquele momento era de 0,80 centavos o litro. Se este produtor vende o queijo a 6 reais e o queijo custou 8 reais para ser produzido, isso significa que ele ta perdendo dinheiro e comprometendo o futuro da sua fazenda e da tradição da produção do queijo minas artesanal. Por isso, devemos além de comprar queijo minas artesanal, devemos entender que pagando um pouco mais pelo produto estamos fortalecendo a historia e tradição e protegendo o produtor. Muito importante também é exigir queijo provenientes de fazendas registradas no IMA de Minas Gerais, isso da a certeza de que o queijo é de qualidade.



Infelizmente não consegui visitar todas as micro regiões produtoras, em Minas Gerais existem seis micro regiões produtoras, Serra da Canastra, Serro, Araxá, Serra do Salitre (as vezes chamado erroneamente de Cerrado ou Alto Paranaíba), Sul de Minas e Campo das Vertentes.
Seria impossível realizar a minha viagem a Minas Gerais se não tivesse a ajuda de pessoas muito especiais e agradeço também ao apoio de todas as instituições que me acolheram e me ajudaram com informação e amizade além de ser muito agradecido por ter sido convidado a ser jurado do concurso de Araxá. Obrigado a todos.

Responsaveis técnicos de EMATER-MG (BH e Araxá) e IMA-Araxá

Marinalva Olívia Martins Soares

Juscelina Pereira Onisto

Albany Arcega

Silvia Passos

IMA-MG Araxá

Calimério Antônio Guimarães

Produtores:

Juliano De Oliveira – sitio do Pica Pau - Araxá

Alexandre Honorato – Fazenda Só Nata - Araxá

Seu Zé Mario – Fazenda do Seu Zé Mario – Canastra/Medeiros

João José de Melo – Fazenda Catulés – Serra do Salitre

Luciano Carvalho Machado – Chácara Esperança – Medeiros/Canastra

Associações:

Associação regional do queijo Araxá

Associação dos Produtores de Queijo de Medeiros (Aprocame)

Associação dos Produtores do Queijo Canastra (Aprocan).

Associação de Produtores de Queijo do Cerrado Rio Paranaíba (Apromar),

Cooperativa Agropecuária dos Produtores de Derivados de Leite do Alto Paranaíba (COOALPA)

Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro



Minas Gerais tem muito a oferecer, visite Minas Gerais e visite fazendas produtoras de queijo, proteja, preserve, conviva, converse com os locais e aproveite de tudo o que o queijo minas artesanal pode te oferecer, tenho certeza que vai ser delicioso.
Caso tenham curiosidade em conhecer mais sobre o queijo Minas podem mandar um e-mail para mim que respondo com o maior prazer.

http://www.clubedoqueijo.com.br/ (em construção)
http://www.queijoartesanal.com.br/
http://www.queijominasartesanal.com.br/
http://www.serradacanastra.com.br/sabermais/queijocanastra.html
http://www.serradacanastra.com.br/
http://www.emater.mg.gov.br/
http://www4.emater.mg.gov.br/ciagro/bin/prg/artesanal/prin.php
http://www.mercadocentral.com.br/index.php

Bom Apetite.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

VOLTEI

Depois de mais de um mês de viagens, pesquisa, aprendizado, gastos e prazer, volto para falar de queijo, claro.
Durante os meses de Junho, Julho e Agosto, tive a oportunidade de viajar à regiões famosas por elaborar artesanalmente produtos derivados do leite. Estive nas regiões da Serra da Canastra, Araxá e Serra do Salitre em Minas Gerais e famosos pelos queijos minas artesanal, e também na região francesa da Bretanha, terra quase inglesa, onde a flor de sal e a manteiga fresca são vendidas em qualquer esquina. Sem sair de território Galo, estive no vale do rio Loire, onde se produz a maioria dos queijos de cabra franceses e com A.O.C, os queijos de Saint-Maure, Valençay, Crottin Du Chavignol, Selles-sur-cher, entre outros de menor fama são exemplos disso, e também os vinhos brancos secos, espumantes e doces de uva Chenin Blanc e A.O.C Vouvray. Um pouco mais ao sul da França esta a pequena cidade de montanha onde passa o caminho de Santiago, chamada Rocamadour, região famosa pelo foie-gras e queijo de cabra A.O.C Rocamadour.
Também estive em Londres, uma cidade que eu tinha a visita pendente. Aqui o queijo é unanimidade, uma grande variedade de queijos produzida na Grã-Bretanha e pouco mais por ver.
Nos próximos dias colocarei todas estas experiências em dia aqui no blog.
Até mais.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CLUBE DO QUEIJO


O queijo, como alimento, acompanha a existência do ser humano ha mais de 10.000 anos e o queijo Minas artesanal acompanha a historia da cultura da sociedade brasileira ha mais de 200 anos. Isso o confere uma posição muito importante nos saberes da nossa cultura.
Com a grande industrialização do ultimo século, o produto artesanal sofreu um grande assédio e está em grave risco de extinção. No dia 15 de Maio de 2008, o IPHAN, através do Ministério da Cultura, reconheceu o queijo minas artesanal e a sua maneira artesanal de elaboração, como patrimônio histórico imaterial do Brasil. O primeiro passo para resgatar e normalizar, proteger e difundir a nossa cultura já foi dado.
O Clube do queijo pretende incentivar aos produtores que praticam a sustentabilidade em suas fazendas com a produção artesanal, levando a conhecer as características deste maravilhoso produto gastronômico ao consumidor final. Fomentar a aproximação entre o produtor e o consumidor e estimular a produção de alimentos bons, limpos e justos.
No clube do queijo acreditamos que pagando um preço justo ao produtor melhoramos a condição de vida e a de sua família, visando um futuro prospero, saudável e com condições de escolarizar e educar os seus filhos, os futuros produtores de queijo. Possibilitando assim que eles possam ir a faculdade, viajar, conhecer e voltar a fazenda, sem necessitar migrar para a cidade. Incentivando a retomada das tradições históricas de alimentos genuinamente brasileiros e protegendo parte da cultura brasileira.
No clube do queijo acreditamos que o queijo minas artesanal além de um produto saudável, saboroso e com diversas aplicações gastronômicas não deve ser tratado somente como um produto, ele é parte da nossa cultura e história, e que deve ser cuidado com muito carinho e preservada como parte de todos nós, deve ser levado a serio como conhecimento e sabedoria nacional, independentemente de cor, religião, sexo ou local de nascimento. Ele é Brasileiro.

O clube do queijo funciona assim;

• Por R$35,00 ao mês (permanência mínima de 6 meses), o associado receberá em casa um queijo minas artesanal diferente cada mês. Valido somente para São Paulo e a quantidade de queijo pode variar de 1 a 3 peças por mês, dependendo da vontade do associado, multiplicando ou triplicando o valor a pagar mensalmente.
• Juntamente com o queijo, o associado receberá um folder explicativo com a historia do queijo recebido, aplicações gastronômicas e novidades sobre o queijo artesanal e do clube.
• Descontos para viagens eco gastronômicas.
• Convite para degustações e oficinas do gosto.

INFORMAÇÕES:
http://www.clubedoqueijo.com.br/ (site em construção)
bruno@clubedoqueijo.com.br
fernando@clubedoqueijo.com.br
(011) 99559091

sábado, 26 de junho de 2010

MUDANÇA DO DIA DA DEGUSTAÇÃO DO QUEIJO MINAS ARTESANAL

Em virtude do feriado em São Paulo do dia 9 de Julho, decidimos agendar uma nova data para a degustação de queijos minas artesanal, passaremos a degustação para o dia 6 de Julho, próxima terça feira.
A entrada da degustação é livre, todos podem vir e degustar. Os queijos degustados estarão em venda pelo preço de 37 reais cada peça de aproximadamente um quilo. Harmonizado com vinho e fogazza.
Na degustação também apresentaremos o clube do queijo Minas artesanal, onde cada associado receberá em casa uma peça de queijo ao mês e poderá participar de evento relacionado ao queijo minas artesanal.
Então, confirmando que a degustação será realizada no excelente Restaurante Matterello propriedade do agradável casal Vitor Lotufo e Marta Genta, na Rua Fidalga, 120 – na Vila Madalena, São Paulo. No dia 6 de Julho, Terça Feira às 20h15min, com pontualidade mineira, podendo ser de 20h00minh até as 20h30minh.
Agradeço a compreensão de todos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

DEGUSTAÇÃO DE QUEIJO MINAS ARTESANAL EM SÃO PAULO





Depois de vinte dias viajando por Minas Gerais, conhecendo fazendas produtora de queijos minas artesanal, conversando com órgãos do governo responsáveis pela divulgação e melhoria do queijo artesanal e tendo a oportunidade de participar como jurado do concurso do queijo artesanal da micro região de Araxá, decidi juntamente com o meu amigo Fernando http://www.himalaia.com.br/2010/index.asp realizar uma degustação de queijos artesanais das melhores fazendas de 3 das 6 micro regiões produtoras de queijo artesanal em Minas Gerais. Com a idéia de promover e divulgar o queijo Minas artesanal em São Paulo, informando e fazendo um enlace entre o consumidor final e o produtor rural.


Conscientes de que a cidade de São Paulo é um mercado formador de opinião de caráter nacional e o maior mercado consumidor do país, pretendemos com esta iniciativa incentivar a produção artesanal, levando a conhecer as características deste maravilhoso produto gastronômico ao consumidor final e fazer um trabalho de conscientização de que pagando um preço justo por este produto ao produtor e revendendo a um preço acessível, melhoramos assim a qualidade de vida do produtor rural e consequentemente, melhoramos também a qualidade do produto artesanal que levamos a nossa mesa e paralelamente, sem nenhum esforço, promovemos a uma determinada cultura local, aumentando a venda deste produto tão mineiro e sem duvida já de todos os brasileiros.


A degustação será realizada no dia 8 de Julho, quinta feira, dia sem jogos da copa do mundo, as 20h30min da noite, no maravilhoso restaurante Matterello que fica na Rua Fidalga, 120 – Vila Madalena, São Paulo.
Contamos com a presença de todos e esperamos poder atender aos mais finos paladares e esclarecer as mais diversas duvidas sobre o queijo Minas artesanal. A degustação será harmonizada com vinho e pão oferecidos pelo restaurante Matterello, que possui uma bela adega de vinhos e uma extraordinária cozinha e forno de pão.

Viva a cultura e o território gastronômico brasileira